Capítulo 1996

Se você não me conhece, sou Alice Sereno, e de sereno, só tenho o sobrenome.
Por dentro, sou feita de inquietude, intensidade e histórias demais para caberem só na minha cabeça.
Escrevo para colocar ordem no que sinto, mesmo sabendo que, no fim, o coração não gosta muito de seguir regras.

Sou publicitária, trabalhei como copywriter por quase 8 anos, mas antes disso já vivia cercada de palavras. Além de escrever, também gosto de desenhar (Só não sei). Hoje estudo odontologia. Foi um sonho que ficou guardado por anos, enquanto a vida me levava por outros caminhos. Me tornei mãe aos 21 anos e e a publicidade cruzou meu caminho como alternativa e acabou me ensinando muito sobre disciplina, escrita, criatividade e conexão. Mas o sonho de criança em ser dentista sempre ficou ali, aceso. A vida me levou a conciliar duas paixões: a ciência que cuida e a escrita que acolhe.

Sou mãe da Laura, que chegou para mudar meus dias e o sentido de quase tudo. A maternidade me ensinou a ser forte quando não tinha força, a rir no meio do cansaço e a reaprender a viver com outros olhos. Agora, em 2025, perdi dois grandes amores da minha vida, minha mãe e meu irmão, em um intervalo pequeno demais. Essa é uma história inteira por si só, vou falar sobre eles aqui. Por enquanto, basta dizer que, desde então, escrevo também para não esquecer. É provável que, se você me conhece, vai ver algo sobre você aqui também, mas não de forma tão direta. Estou sem dinheiro para pagar direitos autorais.

Acredito que escrever é construir pontes: algumas levam para dentro, outras para muito longe. É também o meu jeito de organizar pensamentos, atravessar dias difíceis e registrar momentos que não quero perder.
Algumas pessoas dizem que escrevo bem, mas… quem não escreve quando as palavras vem do coração?

Não escrevo para ensinar. Escrevo porque preciso, porque se não escrever, transbordo.
E aqui, nesse espaço, deixo que as palavras sejam o que quiserem ser: tranquilas, urgentes, partidas, inteiras. Talvez você se reconheça em alguma delas. Talvez não. 

Escrevo para lembrar, para esquecer, para curar.
E, se alguma dessas palavras encontrar abrigo no seu coração, o propósito já estará cumprido. Ah, e o resto eu te conto no próximo texto.

Seja bem-vindo(a) ao meu caos ou, como escolhi chamar, à minha Serena Inquietude.